Fisioterapia está combatendo dores crônicas

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No Brasil a fisioterapia está combatendo dores crônicas – aquela dor que persiste por mais de 3 meses – em cada 10 pessoas, 4 sofrem de alguma dor crônica.

Durante décadas, acreditava-se amplamente que o controle da dor crônica em longo prazo podia ser controlado por meio de opioides, como hidrocodona, metadona e oxicodona.
No entanto, novas pesquisas afirmam que os opioides podem servir apenas para mascarar ou bloquear a percepção da dor.

O governo tem registrado um grande aumento nos casos de uso excessivo e dependência de opioides, o que não deve surpreender, dados os efeitos incapacitantes da dor crônica.

Só em 2016, os opioides contribuíram para cerca de 17.000 mortes nos Estados Unidos e, recentemente, as autoridades estão estimando que as mortes na epidemia de overdoses relacionadas provavelmente aumentarão em mais de 70%.
O abuso de opiáceos também foi recentemente classificado como uma epidemia dos tempos modernos.

Na Brasil, a maioria dessas pessoas, que compõem 37% da população, é formada por mulheres, vive nas regiões Sul e Sudeste, tem média de idade de 41 anos e sente uma dor forte o suficiente para atrapalhar as atividades cotidianas.
É o que mostra uma pesquisa da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).

Embora a dor seja entendida como o sintoma de algum problema de saúde, no momento em que se torna crônica, ela é “promovida” a doença.
Por isso, precisa de tratamento específico, sob pena de incapacitar o paciente para trabalhar ou realizar tarefas simples do dia a dia. Aproximadamente em 50% dos casos, a dor crônica compromete seriamente a rotina do paciente.

Enquanto muitos especialistas questionam a falta de resultados favoráveis ​​a longo prazo entre a maioria dos usuários de opiáceos, o setor de fisioterapia está se preparando para ser uma luz de esperança para os pacientes. 
Com um histórico comprovado no combate a dores, dores e desconforto, a fisioterapia está se tornando uma solução viável e não medicamentosa para aqueles que buscam remediar essa agonia física e mental.

Como a fisioterapia pode combater a dor?

A fisioterapia está desempenhando um papel de liderança no combate à epidemia de opiáceos, restaurando o bem-estar e a mobilidade nas vidas daqueles que sofrem os efeitos do uso excessivo destas substâncias derivadas do ópio – grupo de fármacos que atuam nos receptores opioides neuronais.

Ao contrário das medicações, a fisioterapia não mascara a dor.
Em sua capacidade total, a fisioterapia pode contribuir para grandes reduções na dor e ganhos significativos na independência física por meio do uso de tratamentos eficazes e individualizados.

Estudo recente informou que 70% dos pacientes que utilizaram fisioterapia primeiro para dores na coluna, ombro e joelho; estes casos foram tratados com sucesso sem o uso de medicação forte, prescrição médica ou visitas adicionais ao médico.

O acesso à fisioterapia é uma maneira alternativa de lidar com muitas dores comuns que afetam grande parte da população.
Ao agendar uma sessão com um fisioterapeuta ele irá pegar todas as informações com o paciente e cada tratamento é personalizado.
Faça uma avaliação e veja qual a melhor fisioterapia é a melhor para você.

O tratamento fisioterápico pode ajudar bastante, diminuindo o quadro doloroso nas articulações, tanto na fase aguda quanto crônica.

O fisioterapeuta pode adotar várias técnicas específicas, como liberação miofacial, eletroestimulação, massagem e a própria osteopatia.

Para a população mais idosa, a atenção deve redobrar.
De acordo com o Ministério da Saúde, sintomas como dor articular, edema e febre duradoura são prevalentes quanto maior a idade do paciente.

A fisioterapia também é indicada nos casos mais graves, como maneira de prevenir hipotrofia muscular e sequelas articulares deformantes.


Fisioterapia – Tempos Modernos

Durante a última edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor (Sobramid) o destaque foi da relação das dores crônicas por conta do uso exagerado de celulares e tablets, especialmente por jovens.

Especialistas acreditam que este problema será uma epidemia no futuro.

Estudos mostram que celulares e tablets são usados durante, em média, 4 horas por dia.
Ao utilizar estes aparelhos nossa cabeça fica num ângulo de 60 graus, o que faz com que o peso dela passe dos 7 quilos habituais para 27 quilos.

Esse hábito tem alto risco de provocar uma cefaleia de origem cervical; a sensação é de uma enxaqueca, mas é mais séria.

A média mundial de incidência de dor crônica é 35%, o que significa que o Brasil já supera a marca.
Enquanto países desenvolvidos como Canadá, Holanda, Austrália e Japão mantêm esse índice na casa dos 20%, os países latinos ficam em torno dos 40%.

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